A comissão política distrital da JSD de Castelo Branco enviou uma carta aberta à ministra da saúde onde apela à reposição da Covilhã como local para a realização da prova nacional de acesso à formação especializada para os alunos de medicina.
De acordo com a JSD, desde que esta prova foi criada, em 2019, que os estudantes da universidade da Beira Interior “são obrigados a deslocar-se a Lisboa, Porto ou Coimbra para realizar a prova depois de a Covilhã ter sido excluída dos locais de exame”. Uma decisão que “tem gerado impactos negativos significativos para os estudantes da única escola médica do interior do país, acentuando as desigualdades territoriais e criando barreiras adicionais no acesso à formação especializada”.
Em comunicado, a comissão política distrital da JSD acrescenta que “além do aumento dos encargos financeiros, com despesas de transporte e alojamento que anteriormente não existiam, a centralização da prova em apenas três cidades penaliza os candidatos da Beira Interior, que enfrentam longas deslocações e um
desgaste físico e emocional acrescido, num momento decisivo para o seu futuro profissional”. Uma situação que “acentua ainda mais as assimetrias territoriais, desconsiderando a realidade do interior do país”.
Nesta carta aberta, a distrital da JSD apela ao ministério da saúde para que reavalie esta decisão, considerando que “a decisão de exclusão da Covilhã enquanto local de prova não tem qualquer justificação válida e acentua as desigualdades territoriais. A UBI é a única escola médica do interior do país e os seus estudantes devem ter mesmas condições de acesso à especialidade”. Os jovens social democratas sustentam que “a alteração desta medida não só vai permitir corrigir uma injustiça, mas também representa um compromisso claro com a coesão territorial e a igualdade de oportunidades”.