A associação cultural da Beira Interior quer lançar uma petição pública para solicitar a demissão do director do teatro municipal da Covilhã. A intenção é manifestada pela ACBI em comunicado, onde afirma que a saída de Rui Sena do cargo “é uma prenda de Natal que a cidade merece”.
Neste comunicado, a associação cultural da Beira Interior destaca uma publicação efectuada pelo teatro municipal da Covilhã onde é referida a realização de 325 espectáculos nos últimos quatro anos. Números que deixam perceber que “estiveram 3 anos, 1 mês e 10 dias sem espectáculos. Um bom emprego”.
A ACBI acrescenta que “são referidos todos aqueles que pisaram o palco, menos as instituições sediadas na Covilhã”, concluindo que “o sr. director se sente acima da própria autarquia que lhe paga o ordenado, pois se há instituições apoiadas pela mesma é porque o seu executivo sente que as mesmas são importantes para a vida cultural e social do concelho. No entanto, o ilustre director simplesmente as ignora”.
Para a associação cultural da Beira Interior, esta situação “provoca uma contradição autárquica; ou se apoiam as instituições ou se paga ordenado a este director. Não há compatibilidade possível pelo domínio comum ser a discrepância. Lendo os eleitos de tal mágico número, o insuspeito director anuncia 110 nomes. Assim ficamos a desconfiar que todos vieram três vezes à nossa cidade. Como ninguém se apercebeu disso, suspeitamos que as instituições da Covilhã que não são referidas, afinal servem para as estatísticas que tanto lhe agradam e que porventura os anunciados 70 000 espectadores têm uma origem elevada nas entidades ignoradas”.
A ACBI espera que “o novo executivo tome medidas até para evitar que continue a ter um reino mesmo ali ao lado” anunciado a intenção de “lançar uma petição pública para a demissão do director do teatro municipal da Covilhã”, considerando que “é uma prenda de Natal que a cidade merece”.













