A comunidade intermunicipal da Beira Baixa esteve reunida com o conselho de administração da ULS de Castelo Branco onde apresentou um conjunto de preocupações relacionadas com “falta de recursos humanos e financeiros” ao nível das redes de cuidados de saúde primários e hospitalares. Os autarcas lamentam ainda “a pouca relevância dada à ULS de Castelo Branco pela administração central”.
Em comunicado, a CIM da Beira Baixa refere que “o conselho de administração da ULS apelou aos municípios para o ajudar a atrair médicos para a região, dada a dificuldade em que a unidade se debate para ter estes profissionais, o que se reflete no hospital e na falta de médicos de família nos cuidados de saúde primários”.
A comunidade intermunicipal acrescenta que “tanto a CIM como o conselho de administração da ULS têm sido sucessivamente ignorados pela tutela” referindo que os pedidos de reunião “ao ministério da saúde e à direção executiva do SNS se tem multiplicado que tenha existido qualquer resposta”. Uma “situação injustificável que acaba por se refletir no serviço prestado às populações”.
A CIM da Beira Baixa recorda que desde Dezembro de 2023 que está sem representação no conselho de administração da ULS “tendo sido várias as tentativas para resolver a situação. O nome apontado no início de 2024 “foi recusado pela tutela, tendo sido imposto à comunidade que nomeasse uma mulher, para garantir a paridade do órgão”. Uma paridade que “não foi tida em conta pela direção executiva do SNS quando constituiu o actual conselho de administração”.
Já durante este mês de Janeiro, a comissão para a igualdade de género solicitou esclarecimentos à direção executiva do serviço nacional de saúde relativamente à composição do conselho da administração da ULS de Castelo Branco, na sequência de uma participação enviada pela CIM da Beira Baixa em Setembro do ano passado.













