Assim que estiver terminado o levantamento que está a ser feito no terreno, nesta altura, a Câmara Municipal de Penamacor (CMP) vai pedir apoio ao Governo para minimizar os prejuízos causados pelo incêndio que, esta semana, consumiu cerca de três mil hectares de mato e floresta no concelho. Até ao momento, os prejuízos reportados são, sobretudo, no setor agrícola.
A dimensão do incêndio e dos prejuízos justifica, na opinião de António Beites, um pedido de apoio ao Governo que deverá ser concertado com o Município de Idanha a Nova, onde as chamas também chegaram.
“Na próxima semana teremos esse levantamento dos prejuízos concluído para, obviamente, pedirmos apoio ao poder central.” Disse ontem, o autarca penamacorense, à comunicação social, à margem da inauguração da Feira Terras do Lince. Segundo o presidente da Câmara de Penamacor, “o incêndio varreu o território de Penamacor e Idanha a nova, tivemos sempre em articulação com os dois municípios, e acho que faz todo o sentido solicitarmos esse apoio.”
Neste momento ainda há equipas no terreno, não só a fazer o levantamento dos prejuízos como também “ainda há um conjunto de meios no terreno, por uma questão de segurança, o perímetro foi muito grande, estamos a falar de uma área de cerca de 3 mil hectares que arderam em cerca de 24 horas, para perceberam a velocidade do vento.”
Para já e do levantamento conhecido, os prejuízos foram, sobretudo, no setor agrícola.
“Felizmente não temos nada em termos humanos a reportar, o que é muito bom, em termos de habitações foi melhor que estaríamos à espera porque o incêndio varreu o interior de duas freguesias, Aldeia de João Pires e Bemposta, felizmente também correu bem nesse sentido, foram apenas alguns barracões agrícolas que arderam e alguns tinham alimento para os animais, vamos quantificar isso para podermos dar apoio aos nossos agricultores até porque parte deles perderam os pastos para os próximos tempos.”
O autarca acredita que o levantamento estará concluído na próxima semana.













