A associação “Move Beiras” é uma das 13 organizações que vai participar, no próximo domingo, numa concentração para exigir a reabertura integral da linha da Beira Alta. A iniciativa, que coincide com os 143 anos daquela infraestrutura, decorre a partir das 14h00 na estação ferroviária de Nelas.
A acção é promovida pelo movimento cívico pela linha da Beira Alta que, refere em comunicado que a linha está cortada desde Abril de 2022, sublinhando que “o que começou como uma prometida intervenção de nove meses, transformou-se numa saga de sucessivos adiamentos, justificações frágeis e promessas quebradas. Somam-se 40 meses de encerramento. Um número absurdo que ultrapassa o tempo que demorou a construir toda a linha no século XIX”.
O movimento acrescenta que “há mais de três anos que populações e empresas da região da Beira Alta estão privados de um serviço ferroviário fundamental ao desenvolvimento desta região, com impacto na mobilidade, no acesso a serviços essenciais” como a saúde, a educação ou a justiça e ainda “com prejuízos económicos para as pequenas e médias empresas que aqui se instalaram, para além do impacto ambiental que se agravou com o desvio de passageiros e mercadorias para a rodovia”.
Para o movimento “os sucessivos adiamentos da reabertura da linha da Beira Alta têm tido um impacto profundo na região centro interior, uma zona já marcada pelo isolamento e envelhecimento da população, agravando-se a fixação de novos residentes e a captação de investimento”.
Para além da acção de protesto, os responsáveis estão ainda a elaborar um manifesto pela linha da Beira Alta que vai ser enviado ao Presidente da República, Assembleia da República, ministro das infraestruturas, deputados eleitos pelos círculos eleitorais de Guarda, Viseu e Coimbra e para as infraestruturas de Portugal.













