Na Covilhã, foi desativado esta quarta-feira, 27 de agosto de 2025, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que tinha sido acionado no passado dia 15 de agosto, na sequência da entrada no concelho da Covilhã do fogo que deflagrou em Arganil, e que após 12 dias foi dominado.
Apesar de ter desativado o Plano de Emergência de Proteção Civil, a Câmara Municipal da Covilhã (CMC) “manterá empenhados todos os meios necessários e disponíveis para continuar a ajudar a população, tal como fez desde a primeira hora”, refere em comunicado.
O Município da Covilhã afirma ter destacado diversas equipas e meios para o apoio ao combate ao incêndio e ajuda às populações, ao longo de vários dias.
A autarquia enumera os meios colocados no terreno como vários veículos de abastecimentos de combustível, de transportes de pessoas, recursos humanos, mas também material de apoio às zonas de concentração e apoio a pessoas. O A edilidade diz ainda ter procedido à contratação de duas máquinas de rasto de empresas privadas.
Os serviços do Município articularam ainda a informação permanente sobre o incêndio com as Juntas de Freguesia, bem como o contacto permanente com os presidentes de Junta de Freguesia e procedeu ao confinamento de aldeias e vilas com antecedência e implementação do programa Aldeia Segura Pessoas Seguras com o confinamento das pessoas nos locais de abrigo e refúgio;
De acordo com a CMC, foram mobilizadas para as áreas afetadas equipas da ação social, que asseguraram a instalação e funcionamento de duas Zonas de Concentração e Apoio à População (Escola da Barroca/Aldeia de São Francisco de Assis e Pavilhão de Vales do Rio), as quais acolheram um total de 36 pessoas, designadamente crianças, adultos e idosos.
Já a empresa municipal Águas da Covilhã esteve em permanência nas zonas afetadas, quer para o reforço das redes de água, quer para o rápido restabelecimento de água nos locais afetados, lê-se no documento.
A autarquia destaca também o envolvimento direta e indiretamente populares, entidades, instituições, sapadores florestais, empresas e das Juntas de Freguesia, que, entre as muitas ações levadas a cabo, colocaram no terreno os veículos e kits de intervenção nas suas áreas ou os disponibilizaram às freguesias vizinhas, “num exemplo de entreajuda admirável”, frisa.
“Na impossibilidade de nesta fase particularizar cada um dos envolvidos, o Município da Covilhã reitera o agradecimento a todos pelo esforço, empenho, dedicação e contributo dado neste combate tão desigual” e assegura que vai manter-se ao lado das populações, tendo já no terreno as equipas que prestam apoio social e psicológico e que tem articulado com as juntas de freguesias o levantamento dos prejuízos. Uma equipa está a prestar a ajuda necessária à formalização de candidaturas.
Em articulação com as Juntas e entidades benfeitoras tem estado a dar resposta necessária e urgente ao nível da alimentação animal.













