Os Encontros Ubianos, iniciativa que reúne sobretudo antigos alunos da Universidade da Beira Interior, volta a marcar encontro na Covilhã em 2027, abrindo também as portas aos alunos em frequência naquele estabelecimento de ensino superior.
A quinta edição dos Encontros Ubianos, recorde-se, decorreu a 20 de setembro, com o tema “Integração dos Ubianos na cidade”, tendo reunido cerca de centena de meia de antigos alunos e contando com as presenças da atual reitora, Ana Paula Duarte, e do presidente da Associação Académica, João Nunes, mas também dos ex-reitores Manuel Santos Silva, António Fidalgo e Mário Raposo.
Nuno Ramos, um dos mentores desta iniciativa, deu conta que os Encontros Ubianos se realizam a cada ano ímpar, voltando por isso em 2027, mas em 2026 a Rota Ubiana vai sair para a rua pela primeira vez, estrando-se em Lisboa. Este é um projeto que tem sido adiado, mas que no próximo ano será uma realidade, intercalando assim, nos anos pares, com os Encontros Ubianos. E se estes têm como “sede” a Covilhã, a Rota Ubiana terá carater itinerante, decorrendo onde haja ubianos.
Recorde-se que os V Encontros Ubianos contaram com a animação de As Moçoilas, a mais antiga tuna feminina dos país, tendo ainda destacado os 40 anos da primeira Comissão organizadora da RECEÇÃO AO CALOIRO 85
(evento que se realizou de 3 a 10 de novembro de 1985); os 40 anos do GRUPO DE FORCADOS ARTE & OLÉ da AEIUBI (alternativa
aconteceu dia 9 novembro de 1985); e os 40 anos do primeiro título associativo, o de Campeões CNU’S 85, conquistado no Porto.
Neste último encontro, a reitora Ana Paula Duarte destacou que este evento celebra o que une a todos, “a partilha de um passado em conjunto”, considerado cada um “embaixador da UBI” onde quer que a vida os leve.
Manuel Santos Silva foi o primeiro aluno de doutoramento da UBI, congratulando-se com o reencontro com alguns dos primeiros alunos, ainda do tempo do Instituto Politécnico da Covilhã.
António Fidalgo além de partilhar alguns episódios do trajeto académico, lembrou o Dr.º Melo, que faleceu em janeiro de 2021, mas que foi uma figura ímpar dentro da universidade.
Por sua vez, Mário Raposo (que foi o aluno n.º 327) afirmou que “este espírito ubiano vem de trás e estão aqui muitos que ajudaram a construir a instituição” e que esta “só existe com alunos”. Mas reiterou que hoje “os doutoramentos vêm atrás da qualidade da investigação que se faz na UBI”, apesar de ser “a universidade menos financiada por aluno neste país, o que é uma injustiça. Mas com menos dinheiro fizemos o que os outros fizeram e estamos no ranking onde estão os outros com mais recursos. É com o espírito ubiano que temos chegado onde chegamos”.
c/ Encontros Ubianos













