Pelo menos até 2027, a Escola Profissional do Fundão não pensa alterar a sua estrutura organizacional. O foco, neste momento, é a implementação dos novos Centros Tecnológicos que poderão trazer novas perspetivas de futuro àquele estabelecimento de ensino.
A ideia deixada por Luís Oliveira, diretor da Escola Profissional do Fundão, em entrevista ao programa “Flagrante Direto” da RCB.
“Neste momento não faz sentido, atendendo a todo este processo que está a decorrer, só nos iria tirar o foco, e o foco é, efetivamente, realizar com sucesso a implementação destes Centros Tecnológicos. Depois, fruto um bocadinho dessa nova inovação, teremos outros horizontes e perspetivas para aquilo que poderá ser a escola no futuro.”
Um dos problemas com que se debate a Escola Profissional do Fundão, em particular, e o ensino profissional, em geral, é a captação de alunos. Luís Oliveira defende uma reorganização dos modelos de orientação vocacional, para que as ofertas do ensino profissional cheguem aos alunos do terceiro ciclo.
“A quem cabe essa responsabilidade é ao Ministério de Educação que deve tutelar e reorganizar um bocadinho os modelos de orientação profissional que tem nas escolas, porque quem ganha com isso é o país. Nós vamos para a realidade de outros países e vemos que o ensino profissional tem uma taxa de número de alunos muito superior àquilo que é a taxa nacional.”
Apesar da percentagem de alunos inscritos no ensino profissional, em Portugal, ter vindo a aumentar, os dados mais recentes apontam para os 40%, ainda assim longe da média europeia, (49%).













