A uma semana da assembleia geral extraordinária (21 de janeiro) onde será votada a constituição de uma comissão de gestão (Carlos Casteleiro, tudo indica será o novo líder do clube), para substituir os actuais órgãos sociais demissionários, a equipa de Rui Mota, tudo fez para alcançar a vitória.
O SCC jogou bem, defendeu e atacou com qualidade a vantagem que obteve aos 28′ por intermédio de André Liberal e a reação forte, dinâmica, mas também, com muita ansiedade, nervosismo, muita posse de bola, mas, também, com pouca arte e engenho para levar os três pontos para Coimbra.
Béni empatou aos 83′, com uma “ajuda” do guarda-redes serrano, que não ficou bem na fotografia, ao deixar passar a bola por entre as pernas.
O Sp. Covilhã realizou uma boa exibição, frente a um adversário de qualidade e que luta pela subida de divisão.
No entanto, os leões da serra, em contra-ataque, nunca deixaram de criar muito perigo, na qual tiveram várias oportunidades de golo, em particular neste segundo tempo, antes mesmo do empate do seu opositor.
André Liberal e Cheikh Niang, este por duas vezes, estiveram em destaque, nesse sentido.
Recorde-se que um triunfo da Académica na Covilhã garantia, praticamente, o apuramento para a fase de subida.
Puxando o “filme” atrás, o jogo de domingo passado começou com 30 minutos de atraso devido ao nevoeiro que pairava no Estádio Santos Pinto.
O primeiro momento de perigo surgiu aos 10′, quando o senegalês Cheikh Niang tentou aproveitar o adiantamento de Carlos Alves, atirou de muito longe e quase surpreendeu o guardião da Académica.
Apesar de algum ascendente da Briosa, foram os homens da cidade serrana, que, aos 28′, inauguraram o marcador:
Miguel Silva lançou André Liberal em profundidade e o avançado executou um chapéu perfeito ao guardião da Académica e fez o 1-0.
Perto do intervalo (39′), o árbitro Vasco Mira foi obrigado a interromper o encontro devido ao nevoeiro que voltou a cair sobre o terreno de jogo.
A partida recomeçou 15 minutos depois, sem notas relevantes.
Devido às condições meteorológicas a segunda parte do jogo foi adiada por entendimento entre os dois clubes, para esta quarta-feira.
A desvantagem no resultado que trazia de domingo, obrigava os estudantes a entrar com a mentalidade certa para conseguir uma reviravolta, perante um adversário que, na última posição da tabela, já só pensa na manutenção.
A equipa de António Barbosa entrou forte nos segundos 45 minutos e o remate de Rodrigo Cascavel no primeiro minuto deu o mote. O Covilhã respondeu com Niang.
Valeu Carlos Alves que defendeu um corte de Ricardo Teixeira, que quase deu auto-golo.
Depois de um período de grande pressão por parte dos estudantes, os serranos começaram a equilibrar o jogo e as aproximações às áreas repartiram-se entre os dois ataques.
Aos 69′, André Liberal furou a defensiva de Coimbra, isolou-se, mas não conseguiu marcar.
Na jogada seguinte, António Montez rematou ao lado do poste.
A pressão dos visitantes deu frutos e Béni, aos 83′, igualou a partida, num remate em que Gustavo Galil não fez tudo para evitar o golo.
No final, a Académica foi premiada com a igualdade, numa segunda parte intensa, competitiva e combativa, disputada três dias depois do seu início, mas que não teve um árbitro à altura, nomeadamente na segunda parte, com vários erros disciplinares, deixando, inclusive, no lance, que, curiosamente deu golo à Briosa, o livre (fora de jogo a Niang) aconteceu no meio campo da Académica e o livre foi marcado, no meio campo do Sp. Covilhã.
Vasco Mira, foi o elo mais fraco, no segundo tempo.
A partida pertence à jornada 16 da Liga 3 – Série B.
Com este resultado, a Académica mantém o terceiro lugar com 25 pontos, enquanto o Sp. Covilhã continua na última posição com 13.
Na próxima jornada (17), o Sp. Covilhã recebe no sábado, às 15h, o Atlético CP (relato na RCB), enquanto a Académica de Coimbra será anfitriã do Amora, às 17h de domingo.
Oiça algumas declarações do treinador do SCC, Rui Mota, no final do jogo desta quarta-feira













