Os movimentos “cidadãos pela Beira Baixa”, “Cova da Beira Converge”, “Gardunha Sul” e a delegação distrital da Quercus Castelo Branco procedem esta sexta-feira, a partir das 10h30, à entrega de uma petição na Assembleia da República com o mote “O interior não está à venda – não às megacentrais solares”.
Em comunicado conjunto, as organizações referem que “numa altura em que o projeto Beira que mereceu parecer negativo pela segunda vez por parte da Agência Portuguesa do Ambiente, e sendo que já há comunicações do Primeiro Ministro no sentido de que o projeto Sophia vai pelo mesmo caminho” consideram que “essas são fases importantes, mas não conclusivas, pelo que não devem distrair do essencial; a Beira Baixa e Portugal não podem vender o seu território físico, natural, humano, económico, paisagístico ou patrimonial para a implantação de projetos que o deturpam e violam”.
Para esta sexta-feira está agendada a entrega da petição. No dia seguinte, 31 Janeiro, vai decorrer também em Lisboa, uma manifestação que juntará, no Rossio, a partir das 14h30, cidadãos, músicos, artistas que, a uma só voz, “declaram ser firmemente contra
projetos como o Beira e o Sophia que ameaçam a Beira Baixa, demonstrando desta forma a força da sua reação aos projetos que estão em discussão”.
Neste comunicado, os cidadãos da Beira Baixa afirmam que “não se opõem à transição energética, mas repudiam o modelo atual, que ameaça transformar o interior do país numa zona de sacrifício ambiental e social. Defendem-se soluções de energia renovável, geradora de vida, baseadas em modelos descentralizados e integrados no território, e não em megainfraestruturas. A transição deve ser feita de forma sustentável, tecnológica e socialmente inovadora, envolvendo as populações e as suas instituições na decisão, garantindo que os territórios, os patrimónios, as comunidades e as paisagens não sejam sacrificados em nome de projetos megalómanos”.













