A Mutualista da Covilhã foi distinguida pela cooperativa António Sérgio para a Economia Social com o prémio “Cooperação e Solidariedade António Sérgio 2025, na categoria Inovação e Sustentabilidade” com o projecto “Ment´Aldeias – apoio psicossocial pós-incêndios”. É a primeira vez que a instituição recebe este galardão “que reconhece todos os anos projectos com impacto relevante na área da economia social.
Executado ao longo de 12 meses, o Ment’Aldeias actuou em seis aldeias do concelho da Covilhã afectadas pelos incêndios de Agosto de 2022 na Serra da Estrela (Verdelhos, Sarzedo, Atalaia, Orjais, Aldeia do Souto e Vale Formoso) com uma equipa multidisciplinar que dinamizou consultas de psicologia, sessões de apoio psicossocial, atividade física, animação sociocultural, entre outras acções.
Citado em comunicado, o presidente do conselho de administração da Mutualista afirma que “é uma enorme honra sermos distinguidos com este prémio, e recebê-lo por um projecto que nasceu para cuidar das pessoas e das aldeias da nossa serra após a catástrofe de 2022 tem um simbolismo ainda maior”.
Uma distinção que Nelson Silva partilha “com todas as pessoas e entidades parceiras que estiveram connosco neste projecto”, entre os quais as juntas de freguesia de Orjais, Teixoso/Sarzedo, Vale Formoso/Aldeia do Souto, Verdelhos, o centro de apoio a idosas do Sarzedo e o grupo desportivo e recreativo Estrelas da Atalaia.
O Ment’Aldeias foi ainda o impulsionador de um novo projecto da instituição, lançado no ano passado com financiamento do Portugal 2030, no âmbito das parcerias para a inovação social, o “Viv’Aldeia – saúde, vida e comunidade”, com uma duração de três anos e que cobre nove aldeias do concelho com actividades nas áreas da saúde,
psicologia e animação sociocultural, contando com o município da Covilhã como investidor social.
Nelson Silva sustenta que a Mutualista da Covilhã “reforça assim o seu compromisso com um território mais justo e inclusivo, mantendo-se ao serviço da comunidade com projetos que fazem a diferença na vida das pessoas”.
Este é o 25.º prémio nacional conquistado pela instituição em pouco mais de uma década, em diversas áreas de actuação e representa “o reconhecimento de uma abordagem sustentada, humanista e próxima do território”.













