A direcção da empresa intermunicipal de turismo emitiu um parecer desfavorável ao estudo de impacte ambiental das centrais solares fotovoltaicas da Beira e Sophia. A decisão foi tornada conhecida esta quinta-feira depois de um debate público que foi realizado em Idanha-a-Nova no passado dia 12 de Novembro e de uma sessão de esclarecimento organizada pela agência Portuguesa do ambiente com a empresa proponente “Lightsource BP”.
A “Naturtejo” sublinha, em comunicado, que esta posição “fundamenta-se na ausência de garantias quanto ao cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal para a proteção do ambiente, do património e da paisagem” a que acresce “a inexistência de estudos sobre os impactes cumulativos dos projetos de energias renováveis na região e a falta de um plano de desenvolvimento socioeconómico sustentável que assegure o equilíbrio territorial”.
Apesar de não ter sido solicitado qualquer parecer relativamente à central solar fotovoltaica da Beira, a “Naturtejo” decidiu também enviar um parecer desfavorável sobre este projecto à agência Portuguesa do ambiente.
Neste comunicado, a “Naturtejo” reafirma como prioridade “a protecção do património natural e geológico, bem como a promoção do turismo e do desenvolvimento sustentável, reservando-se no direito de regressar a este assunto sempre que o entender”.













