É este o lema de uma acção convocada pela plataforma de defesa do parque natural do Tejo Internacional contra a instalação de mega centrais solares. No dia 30 vai ser entregue na Assembleia da República a petição pública “Salvem a Beira Baixa – Parem as Mega Centrais Solares”. Para dia 31 está agendada uma manifestação nacional que vai decorrer em Lisboa.
Em comunicado, a plataforma sublinha que o projeto da central fotovoltaica da Beira “foi chumbado pela agência Portuguesa do ambiente (APA) pela segunda vez” mas alerta que “o promotor pode reapresentá-lo, sob outra forma, no prazo de seis meses”. Já quanto ao projecto “Sophia” a decisão deve ser conhecida até 9 de Fevereiro.
A realização destas duas acções significa, dizem os responsáveis “um sinal forte e impossível de ignorar dirigido aos decisores políticos sediados na capital, bem como aos promotores destes e de outros megaprojetos destrutivos na Beira Baixa e em todo o país. Projetos que nada têm de verdadeiramente «limpos» ou «sustentáveis»”.
A plataforma afirma que “estes mega projectos nunca serão aceites pelas gentes destes territórios” acrescentando que “a Beira Baixa não é um território morto”, sustentando que “o que está em causa é uma região única, em grande parte ainda intacta, repleta de diversidade, beleza e vida”.
O organismo convida, de forma pública, associações culturais, ranchos folclóricos, grupos de bombos, grupos musicais e associações de trajes tradicionais a juntar-se a esta manifestação “levando à capital os sons, as cores e a riqueza cultural da Beira Baixa”. É ainda deixado o apelo à participação de empresários, associações de caçadores, agricultores, grupos de caminhadas e outros colectivos locais “pois todos fazem parte integrante da identidade cultural da região”.
Um convite que é estendido a movimentos cívicos de todo o país que enfrentam problemas semelhantes “sejam eles mega centrais solares, parques eólicos ou explorações mineiras” para que se juntem a esta luta conjunta, para que esta manifestação seja “um acontecimento ímpar, de verdadeira dimensão nacional”.
A plataforma deixa ainda um apelo aos municípios e juntas de freguesia “para que disponibilizem meios de transporte para os seus habitantes. Quase todos se posicionaram publicamente contra estes projectos. Chegou agora o momento de o demonstrarem, apoiando concretamente a população na sua deslocação à capital”.
A terminar o comunicado, os responsáveis sustentam que “o Interior está vivo”, garantindo que “o nosso rosto e a nossa alma não estão à venda. Juntos somos fortes”.













