Os estudantes do Núcleo pelo Fim ao Fóssil da Escola Básica e Secundária Ribeiro Sanches, em Penamacor, exigem ao governo que tenha um plano para garantir o fim da utilização de combustíveis fósseis até 2030 e vão fazer um protesto na sua escola esta segunda feira, dia 17 de novembro de 2025.
Na semana de 17 a 22 de novembro por todo o país, estudantes vão criar um momento de interrupção nas suas escolas como um ultimato ao Governo para garantir o Fim ao Fóssil até 2030, nos prazos da ciência, através de uma “transição energética justa e democrática que não prejudique quem não causou a crise climática e não devaste os ecossistemas naturais”, afirmam os discentes.
O Núcleo de Estudantes pelo Fim ao Fóssil da Escola Básica e Secundária Ribeiro Sanches, em Penamacor, está a convocar todos os estudantes para “lutar por um futuro que está a ser vendido por sucessivos governos à industria fóssil “ e afirmam que são jovens estudantes mas não tem um futuro, uma vez que os ” governos continuam a escolher pôr o lucro acima da vida e condenar-nos a ser uma geração que estuda para um mundo em chamas ”
A porta voz, Beatriz Curto afirma que “por todo o mundo a crise climática está a tornar-se cada vez mais devastadora mas isto não é nada comparado ao futuro a que os governos nos estão a condenar . Esta é a maior crise das nossas vidas e temos de garantir o único plano que permite travarmos a crise climática antes que se torne irreversível: o Fim ao Fóssil até 2030″, e acrescenta “que os sucessivos governos estão a escolher vender o nosso futuro, enquanto participam há 30 anos em COPs em que fazem promessas vagas que nunca vão cumprir. Os estudantes já lutaram pela mudança e agora é a nossa vez, porque se não o fizermos o preço a pagar é o nosso futuro e a nossa vida”.
Os estudantes apresentaram em dezembro de 2024 a Carta de Estudantes pelo Fim ao Fóssil até 2030, assinada por centenas de estudantes por todo o país ao Primeiro-Ministro , Luís Montenegro . Após as eleições legislativas afirmaram que o governo só teria legitimidade se garantisse o Fim ao Fóssil até 2030 e que iriam parar as suas escolas em protesto até que o governo se comprometesse em garantir um futuro.
Como o Governo continua sem cumprir a reivindicação, os alunos, na semana de 17 a 22 de novembro, criam momentos de disrupção nas suas escolas e universidades, o que culminará numa marcha no dia 22 do corrente mês para a qual convocam toda a sociedade, até à Assembleia da República, em Lisboa , “a última oportunidade para o governo se comprometer com garantir o Fim ao Fóssil até 2030”, afirmam os estudantes.













