O Presidente da Câmara Municipal da Covilhã (CMC) deixou um lamento e um desapontamento profundo pela “desorçamentação completa” do Plano de Revitalização da Serra da Estrela (PRSE) no Orçamento do Estado para o próximo ano.
Com uma previsão inicial de 155 milhões de euros, com recurso a várias fontes de financiamento, o PRSE foi desenhado, a partir dos agentes locais, com o objetivo de revitalizar a o território ardido no grande incendio da Serra da Estrela, em 2022.
Hélio Fazendeiro recorda que para este ano estava orçamentada uma verba de um milhão e meio de euros, “em 2025 podemos falar de suborçamentado, uma vez que havia apenas 1,5 milhão de euros orçamentado para o Plano de Revitalização da Serra da Estrela”, mas para o próximo ano, acrescenta, “não há uma suborçamentação, há uma desorçamentação completa, são zero euros. Eu lamento profundamente.”
O autarca deixa alguns exemplos de medidas previstas no PRSE.
“No caso da Covilhã, está incluída a construção da Barragem das Cortes com uma dotação orçamental de 30 milhões de euros, cuja fonte de financiamento é o OE”, além de uma verba de um milhão de euros para estudar o arranque da construção do IC6, e uma verba também de um milhão de euros para a construção da estrada que liga Verdelhos ao Poço do Inferno “que foi das freguesias mais afetadas por esse incêndio.”
Hélio Fazendeiro espera que haja, por parte do Governo “uma sensibilidade para a recuperação do território de uma catástrofe que nos assolou em 2022”, recordando outra catástrofe que ocorreu já este ano, o grande incêndio de agosto em que arderam 20 mil hectares, só no concelho da Covilhã “espero que seja possível obter do Governo o apoio necessário para a rearborização e reflorestação do território que ardeu em 2025 e já agora para fazer face aos prejuízos da tempestade Claudia”, cujos efeitos foram “particularmente violentos naquilo que são os territórios ardidos, prejuízos que ainda estamos a contabilizar.”













