A consulta pública ambiental à central solar Sophia termina esta quinta-feira e, de acordo com o Jornal Económico, já conta com mais de 10 mil participações, um recorde para um projeto em Portugal.
Está em fase de Avaliação de Impacte Ambiental o processo para a criação da central solar Sophia, que abrange os concelhos do Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova e, de acordo com o Jornal Económico, a empresa promotora Lightsource BP garantiu recentemente que o projeto será ajustado em função das “recomendações das entidades envolvidas”.
O jornal que cita fonte da empresa, refere que o fim da consulta pública “marca um passo inicial num longo e rigoroso processo de licenciamento ambiental, que continuará a evoluir com base na evidência técnica, no diálogo institucional e no envolvimento da comunidade”. A empresa declara ainda que a “reabilitação ecológica de áreas degradadas, através da conversão de 135 hectares de eucaliptos em povoamentos de sobreiros e azinheiras, incluindo a plantação de cerca de 27 mil sobreiros e azinheiras”. Está também prevista a “preservação a 100% de todos os sobreiros e azinheiras em povoamento ou núcleos de alto valor ecológico”, assim como a “preservação a 100% de todos os solos de Reserva Agrícola Nacional (RAN)”.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) é a entidade responsável pelo licenciamento ambiental a quem caberá a decisão final.
O jornal Económico recorda que a central representa um investimento de quase 600 milhões por parte dos britânicos da Lightsource BP nos concelhos do Fundão, Penamacor e Idanha-a-Nova no distrito de Castelo Branco. Com quase 870 MWp de potência instalada, vai produzir suficiente eletricidade por ano (1.270 GWh) para abastecer 370 mil lares.













