“O queremos para o Distrito de Castelo Branco no próximo ciclo político?” é o mote para o Núcleo Regional de Castelo Branco da Quercus promover um conjunto de reflexões e debates com candidatos à presidência de várias câmaras municipais do distrito.
A primeira sessão do ciclo “O queremos para o Distrito de Castelo Branco no próximo ciclo político?”, organizada pela Quercus Castelo Branco, realiza-se em Vila Velha de Ródão esta quarta-feira, no dia 3 de Setembro às 17h30, no salão nobre da Junta de Freguesia. Conta com a presença dos candidatos António Carmona ( PS), Diogo Avó
(Chega), Joaquim Branco (IL) e Vítor Carmona (PSD).
A associação ambientalista anuncia mais duas sessões, uma no Fundão, no domingo, dia 7 de setembro, entre as 15h00 e as 18h00, no auditório da Escola Secundária (AEF) e outra na Covilhã, na terça-feira, 9 de setembro, das 17h30 às 20h30, no auditório da ARPAZ.
Para a Quercus Castelo Branco, o ambiente é a base da nossa sobrevivência e a base da economia. A preservação dos bens naturais, cada vez mais ameaçados, tem de passar a ser o centro das preocupações e das propostas políticas. “Apesar de as políticas locais terem ignorado a crise ambiental, o território tem desenvolvido potencialidades que constituem ferramentas poderosas na sua mitigação mas cuja eficácia depende da cooperação institucional e do envolvimento da comunidade”, frisa.
O ciclo de reflexão e debates parte da análise de dois cenários especulativos para 2045. Foram imaginados a partir da realidade actual, para tornar evidente que ainda podemos escolher mas, também, que esta liberdade está a desaparecer à mesma velocidade com que os bens naturais são destruídos (ar, água, solo, biodiversidade, património
genético, …). Havendo continuidade de políticas mantemo-nos rumo ao colapso mas a realidade de 2045 vai
ser condicionada pelas escolhas políticas que fizermos agora. “E se a maioria optar pela mudança? É que
ainda podemos escolher! Afinal o que é queremos (desejamos) para o próximo ciclo político?”
Para a Quercus Castelo Branco a mudança implica colocar a agricultura e a floresta (com práticas próximas da
natureza) mas também a arte e a cultura no centro da mudança. E ao mesmo tempo transitar para uma economia
que, ao invés de procurar o lucro a todo o custo, satisfaça as necessidades reais das pessoas e, simultaneamente,
proteja os bens naturais dos quais depende a nossa sobrevivência.
O principal objetivo, em cada uma das sessão, é criar um clima de confiança que estimule a articulação entre o
vasto conhecimento teórico e prático existente e as políticas propostas pelos candidatos, tendo em vista um
desenvolvimento verdadeiramente sustentável. Isto é aquele que, verdadeiramente, assegura os bens
naturais necessários ao sustento das gerações futuras.
A Quercus pretende fomentar um ambiente de esperança activa, capaz de agregar e mobilizar entidades,
ONG, academia e cidadãos comuns na resolução dos problemas que nos afectam a todos. “A expectativa é
que cada uma das sessões seja a primeira de várias, que permitirão, posteriormente, analisar em detalhe as
especificidades de cada concelho – os problemas, as soluções e os desejos da população”, defende a associação.













