A precipitação registada em Portugal Continental nos últimos dias, aliada às descargas efetuadas pelas barragens espanholas, origina um aumento significativo dos caudais na maioria das bacias hidrográficas.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), face à informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) chama a atenção em particular para a bacia do rio Tejo com os caudais s manterem-se elevados, com tendência de subida significativa.
Estes valores aproximam-se dos caudais de ponta associados a um período de retorno de 20 anos, prevendo-se, por isso, afetações significativas a jusante.
Na região, o rio Zêzere tem caudais elevados, com tendência de subida. A forte precipitação registada esta quinta-feira, provocou a subida significativa do caudal do rio Tejo em Vila Velha de Ródão, originando inundações em diferentes zonas. Há também cortes de estradas. A estrada EN18, na zona de Pombalinho, e a CM1373, em Vilas Ruivas, encontram-se cortadas devido a deslizamentos de terras. Também os caminhos que atravessam a ribeira do Açafal estão interditos.
A ANEPC sublinha que a precipitação intensa registada nos últimos dias provocou a subida dos caudais dos rios, prevendo-se que se mantenham elevados nos próximos dias. A continuação da precipitação aumenta o risco de inundações e cheias, risco agravado pelas descargas das barragens espanholas, sendo expectável a ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras; inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento; solos saturados, o que resultará numa descida lenta da água que, neste momento, afeta as vias rodoviárias;
Uma situação que provoca também instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal; piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água, interdição de algumas de algumas vias rodoviárias por submersão; o arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de cheias e inundações, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
– Garanta a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
– Evite qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
– Evite o estacionamento de veículos em zonas historicamente inundáveis;
– Não atravesse zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
– Retire das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
– Restrinja ao máximo possível os movimentos de veículos e pessoas apeadas nas áreas potencialmente afetadas por cheias;
– Garanta uma adequada fixação de estruturas soltas que possam ser arrastadas pela água
(andaimes, placards, estruturas suspensas);
– Tenha especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas;
– Esteja atento às informações da meteorologia, da Agência Portuguesa do Ambiente e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.













