A delegação regional do sindicato dos enfermeiros portugueses entregou ontem uma carta à ministra da saúde onde manifesta várias preocupações em relação ao funcionamento da unidade local de saúde de Castelo Branco.
Nesta missiva, o SEP afirma que está preocupado “com a asfixia a que o ministério da saúde conduziu a ULS pela ausência da aprovação do plano de desenvolvimento organizacional, o que está a originar a contratação de enfermeiros a recibo verde, algo que não acontecia há mais de uma década, sendo que, e nos termos em que estão a exercer, é ilegal, pois cumprem todos os requisitos de trabalho permanente, subordinação hierárquica e cumprimento de horário de trabalho completo”
O não pagamento dos retroactivos devidos entre 2018 a 2021 e a perda da valência de pediatria, no âmbito da classificação atribuída na proposta da rede de referenciação hospitalar em pediatria são outras das matérias que fazem parte desta missiva.
A delegação regional do SEP manifesta ainda a sua total oposição “à proposta de acordo colectivo de trabalho, apresentada pelo ministério da saúde que, a ver a luz do dia, vai transformar a vida dos enfermeiros no exercício da profissão de enfermagem sem luz e esperança para com o futuro”.
Nesta carta, o sindicato dos enfermeiros portugueses apela a Ana Paula Martins para que “tome medidas no que diz respeito à contratação e admissão de enfermeiros; que emita orientação à unidade local de saúde de Castelo Branco para proceder ao pagamento dos retroactivos em dívida aos enfermeiros, e que reconsidere a proposta de acordo colectivo que não serve à enfermagem nem ao SNS”.
Para além da missiva, a delegação regional de Castelo Branco do SEP entregou ainda à ministra da saúde um abaixo assinado que foi subscrito por 536 enfermeiros.













