É desta forma que o novo homem-forte do futebol profissional dos serranos (regressa seis anos depois), classifica o Sporting da Covilhã, após três dias no cargo.
José Santos faz parte da comissão de gestão liderada por Carlos Casteleiro Alves.
O dirigente em declarações à RCB, feitas este sábado após o jogo em Amora, onde a equipa de Rui Mota perdeu por 2-0, tendo ficado em último lugar(recorde-se que desde de 1988 – 1ª divisão nacional – actual I Liga, não acontecia), com 14 pontos, em 18 jogos disputados na Liga 3 (Série B), faz com que, os leões da serra, partam para a fase de manutenção/descida, com apenas um ponto.
José Santos refere que, “vim para trabalhar, sei que vai ser muito difícil. Em termos organizacional isto está muito mal. Já tive em muitos clubes, já estive aqui, voltei agora, mas, o que aqui se passa nesta altura é surreal, mas, lá mais para a frente, a comissão irá ter tempo para explicar aos sócios todo o trajecto destas pessoas que passaram pelo clube neste último ano e meio”. Disse.
Em termos da equipa sénior, são necessários reforços.
José Santos confirma.
“Claro que sim. Em termos da equipa todos sabemos que a equipa precisa de ser dotada de outras armas, para poder competir com outras que são SAD’s, e que têm outra estabilidade. Neste momento o que queremos fazer é dotar a equipa com mais qualidade, por isso, vim para cá, senão, não vinha. Portanto, agora, vamos tentar dar estabilidade aos que cá estão, tranquilidade, para se poder ter um resto de campeonato bom, garantir a manutenção na Liga 3, numa altura em que a diferença pontual, para a segunda fase, já é muito grande. Estas próximas três semanas de paragem, por esse lado é bom, para dar mais estabilidade e encontrar soluções que dotem a equipa com mais capacidade, para dar uma resposta mais positiva, à competitividade deste campeonato da manutenção”.
Quanto ao jogo em Amora, “era importante não perder em Amora, tínhamos mais um ponto, mas não foi possível e, agora, vai começar um campeonato do zero, mantendo a mesma equipa técnica, que tem mais ano e meio de contrato e queremos que os reforços possam chegar o mais rapidamente possível”. Afirma.
José Santos, na hora do regresso ao clube como dirigente, diz que veio encontrar o clube totalmente diferente e para pior, a todos os níveis.
” Encontro muitas diferenças a todos os níveis. Tinha deixado um estádio com todas as condições, agora encontro um Santos Pinto, por exemplo, com salas sem luz, há disjuntores que não ligam porque estão queimados, isto é, um abandono total, aquilo que era o património do clube. Nós sabemos que a casa é do município, mas será sempre nossa enquanto lá estivermos. A pouca consideração que tem havido por quem ajuda o clube, mas ainda bem que tem havido gente que nos ajuda, em termos de hotelaria, restauração e patrocínios. Tem faltado dar uma palavra de agradecimento a essas pessoas pois não são obrigadas a dar nada ao clube. Temos de ser gratos. Vim encontrar um clube numa divisão inferior, e com um grupo de pessoas, que estiveram a gerir o clube, que deixaram chegar o clube a um ponto que eu não esperava encontrar”. Acrescenta José Santos.
No que diz respeito às condições de trabalho na cidade, o dirigente , refere que ” quanto a isso, o mister quando veio, já sabia o que iria encontrar. Nós todos os anos temos esses problemas dos relvados e do inverno. Felizmente que temos a AD Estação, que também, acedeu emprestar as suas instalações, tal como o CD Alcains, que nos têm ajudado com os seus relvados, e espero que a Câmara Municipal da Covilhã, nos ajude a resolver o problema dos relvados da cidade, que não estão em condições, tal como estão a fazê-lo, pois está a unir esforços para nos poder ajudar nesse sentido e espero também que haja aqui uma união entre todos, para o bem do Sp. Covilhã”.
Por último, o homem forte do futebol profissional dos serranos deixa uma mensagem para sócios e adeptos.
“Não somos milagreiros, como já disse o doutor Carlos Casteleiro, na última assembleia geral há poucos dias atrás. Agora que, vimos com disponibilidade, experiência e tempo para dar ao clube, isso vimos. Agora se conseguimos ou não, vamos pedir a Deus, se é que Deus, pode mexer nestas coisas. O Mourinho diz que mexe com um dedo, nós vamos tentar mexer com os dedos todos”. Conclui.
A comissão de gestão, eleita na passada quarta-feira, 21 de janeiro estará em funções até maio/junho, altura em que deverão realizar-se eleições antecipadas, para o triénio 2026-29.
A segunda fase da Liga 3 (M/D), começa dia 15 de fevereiro.
O Sp. Covilhã terá como adversários:
Caldas SC, Lusitano de Évora, 1º de Dezembro, Amora FC SAD, e Atlético CP.
O campeonato vai ter 10 jornadas e termina a 03 de maio.













