A delegação distrital de Castelo Branco do sindicato dos professores da região centro vem, em comunicado, exigir a adoção de medidas no sentido de reforçar o número de cagas na rede pública de creches na Covilhã. A estrutura sindical mostra-se ainda preocupada com a sobrelotação das salas de jardim de infância.
O sindicato recorda que o governo liderado por Pedro Passos Coelho “acabou com a rede pública de infantários do instituto da segurança social na Covilhã, cedendo-os à santa casa da misericórdia” sublinhando que a câmara municipal “nada mais fez do que aprovar um voto de repúdio no executivo, normalizando a utilização de dinheiros públicos para se financiarem estruturas sociais privadas”.
A estrutura acrescenta que “num passado recente, foi garantida a existência de projetos já adjudicados para construção de duas novas creches nos parques industriais de Tortosendo e Canhoso, mas até agora nada aconteceu. A situação vai-se degradando e as famílias necessitam de encontrar recursos em concelhos limítrofes”.
O SPRC manifesta a sua concordância com a reabertura do infantário “Bolinha de Neve”, mas não está de acordo com as diligências efetuadas “rendas de aluguer pagas pelo município, obras de reabilitação a cargo da mesma e gestão cedida a uma outra IPSS” o que “se configura como uma utilização pouco ética de dinheiros públicos”.
Em Novembro do ano passado, e aludindo à enorme carência de lugares de creche, o provedor da santa casa da misericórdia da Covilhã “revelou que o presidente do município pediu-nos para avançar com a obra de ampliação de creche e assegurou-nos uma dotação de 200 mil euros”. Algo que “não é solução” afirma o sindicato.
A estrutura afirma que se perdeu “demasiado tempo e dinheiro público, por inércia, por desinteresse em encontrar resposta adequada, por falta de planeamento, por não se ter utilizado verbas do Portugal 2020 ou do PRR” acrescentando que “nas grandes opções do plano do município para 2026 não existe rubrica aberta. Não está previsto um cêntimo em termos de investimento para creches nem para a construção de novas instalações de jardins de infância”.
O sindicato dos professores da região centro sublinha que “a rede pública está a rebentar pelas costuras e encontram-se situações de remedeio sobrecarregando espaços, profissionais de educação e não garantido às crianças e famílias o devido respeito”.
A estrutura sindical afirma, neste comunicado, que “a solução para o problema passa pela criação de uma rede pública de creches e pelo alargamento da rede pública de jardins de infância. O dinheiro dos impostos será assim adequadamente utilizado; as famílias terão garantia de acesso universal e público e as crianças terão direito a experiências educativas de qualidade desde os primeiros anos de vida”.













