O sindicato têxtil da Beira Interior afirma, em comunicado, que as cem medidas aprovadas, em conselho de ministros, ao código do trabalho são “um ataque brutal aos direitos de quem trabalha” e considera que o que está em causa “é um retrocesso aos direitos fundamentais e à dignidade humana”.
A estrutura sindical afirma que o actual governo está a desenvolver políticas que significam “o regresso do trabalho de sol a sol” em detrimento de uma “evolução” e de “criar perspectivas de futuro para quem trabalha”, garantindo que os trabalhadores “não se vão calar para travar estes retrocessos”.
O sindicato têxtil da Beira Interior garante que vai manifestar a sua oposição a quaisquer medidas que digam respeito a alterações que fomentem a precariedade dos vínculos laborais, relativas à cessação dos contratos de trabalho, ao regime da parentalidade e à contratação colectiva, liberdade sindical e direito à greve, sublinhando a defesa das funções sociais do estado, habitação e transportes, pelo aumento das reformas e por um aumento real dos salários pois só dessa forma “existe uma verdadeira resposta às necessidades que os trabalhadores têm neste momento e são também uma garantia de futuro e desenvolvimento do país”.
A estrutura sindical deixa ainda críticas às entidades patronais “que são insaciáveis, aplaudem e pedem mais, facilitação nos despedimentos e mais tempo de trabalho com os bancos de horas e ainda pedem mais apoios às empresas. São um poço sem fundo na retirada de direitos”, deixando o desafio de que alguns patrões deviam viver um mês com o valor do salário mínimo nacional “para ver como se comportam”, garantindo que os trabalhadores vão estar unidos “para dar resposta a estes ataques”.













