A Coligação Democrática Unitária (CDU) Covilhã visitou esta terça-feira, a pedido de vários moradores, o Bairro das Nogueiras, localizado no Teixoso, e constatou a existência “de diversos e graves problemas: falta de limpeza, degradação de blocos, habitações devolutas”.
Em comunicado, a CDU lembra que o Bairro das Nogueiras, construído há mais de 20 anos, e onde residem 258 pessoas, “está votado ao abandono e ao esquecimento pela Câmara Municipal e pela freguesia. Ficou de fora do programa de eficiência energética, não tem um parque infantil, um campo de jogos.
No levantamento efetuado, a CDU refere que há blocos sem luz no espaço comum, elevadores avariados, um deles há mais de seis meses, obrigando pessoas bastante idosas a subir e a descer escadas; um dos prédios não tem, há muito tempo, um único vidro nas janelas da escadaria comum, assim como nas portas de entrada, as caixas de correio estão degradadas e a área eléctrica está desprotegida pondo em causa a segurança das pessoas.
A Coligação Democrática Unitária denuncia ainda a existência de habitações devolutas, uma delas, há mais de nove anos , na sequência de um incêndio, tendo sido os próprios moradores a lavar a escadaria após o mesmo.
“A limpeza e salubridade do bairro é precária, consequência da acção irregular e insuficiente por parte dos serviços municipais e da freguesia. A ribeira e o espaço envolvente não estão melhores”, aponta a Coligação.
Na nota enviada aos órgãos de comunicação social, a CDU Covilhã salienta também que a degradação e descaracterização do bairro convive com o agravamento das questões sociais, #resultado do abandono em geral e de uma política de realojamento desajustada, pese embora os esforços da associação Beira Serra, entidade que intervém há muitos anos no bairro, cujo trabalho tem sido muito importante e sem o qual a situação seria ainda mais gravosa”.
Perante esta realidade, a CDU exige que a Câmara Municipal da Covilhã mobilize “com urgência” os meios indispensáveis à reparação dos espaços comuns dos prédios danificados (pintura, instalações eléctricas, luz, vidros, janelas e portas, elevadores) e uma limpeza regular e eficiente.
“Não se pode continuar a varrer os problemas para debaixo do tapete. O Bairro precisa de intervenção no plano social e de investimento. O Bairro pode e tem de ser um espaço limpo e seguro. Quem ali vive, tem de ser tratado com respeito, dignidade e igualdade”, conclui.














