Diz o povo que “um mal nunca vem só”. O provérbio ajusta-se no que diz respeito à decisão tomada hoje, no julgamento relativo ao processo nº 1236/18, relacionado com corrupção desportiva.
A decisão conhecida esta quinta-feira, remota a uma acusação feita, ao que aconteceu no final da época 2017-2018 (II Liga), pela prática de crimes de corrupção desportiva, no jogo Gil Vicente – Sp. Covilhã, que os leões da serra venceram por 1-0, em Barcelos (jornada 37 e penúltima do campeonato).
A acusação, lembramos, dizia que dois antigos diretores desportivos do clube serrano teriam tentado comprar atletas do emblema de Barcelos para evitar a descida de divisão na época 2017/18.
Na altura, o Gil Vicente já tinha descido de divisão na II Liga e os serranos lutavam pela manutenção, algo que viriam a alcançar, ao terminarem no 15.º posto com 47 pontos, contra o 19.º e penúltimo dos gilistas, que só fizeram 36 pontos em 38 jornadas.
Recorde-se entretanto que, em 2025, o actual secretário técnico, Vitor Cunha e ex-director desportivo, João Manuel Salcedas, foram ilibados das referidas acusações, mas, ao mesmo tempo, o Tribunal condenou, Vitor São Bento, na altura guarda-redes do SCC e Rui Boucinha (ex-jogador da formação, do Gil Vicente), a pagar €2 mil de multa, com 3 anos de prisão, com pena suspensa, por crimes de corrupção desportiva.
Hoje, o clube serrano, acusado de corrupção desportiva, ficou a saber que terá de pagar uma multa 33 mil euros, continuando, no entanto, a participar nas competições, sem descer de divisão.
O Sporting Clube da Covilhã é gerido, desde do passado dia 21 de janeiro, por uma comissão de gestão, liderada por Carlos Casteleiro Alves.













