A CDU de Belmonte vem, em comunicado, condenar o aumento de 3,2% na água e um aumento de 33% nos resíduos sólidos. Um agravamento não compensado pela descida anunciada na tarifa de saneamento “que penaliza directamente as populações do concelho, os trabalhadores e a economia local, num contexto de aumento generalizado do custo de vida”.
A coligação democrática unitária sustenta que “estes são serviços essenciais à vida de todos, desde logo, a água, que não pode ser concebida como uma mercadoria sujeita à lógica do custo real desligada da realidade social”.
A opção do executivo municipal de avançar com este aumento, “claramente acima da inflação, ao contrário, curiosamente, do que se verifica no município governado até há pouco pelo actual presidente da câmara de Belmonte, transfere para os utilizadores o peso de opções políticas, como a adesão ao sistema multimunicipal de água e saneamento e a privatização da Resiestrela, contras as quais a CDU sempre se manifestou”.
A concelhia de Belmonte “rejeita a normalização de aumentos sucessivos nas tarifas de serviços públicos essenciais, sobretudo quando os salários e pensões continuam a perder poder de compra e muitas famílias enfrentam dificuldades reais para assegurar despesas básicas”, acrescentando que não aceita que “sob o pretexto de imposições da entidade reguladora dos serviços de águas e resíduos ou de critérios supostamente técnicos, se limitem opções políticas legítimas e se coloque em causa a gestão pública de serviços essenciais”.
A CDU de Belmonte afirma que “água e resíduos não são mercadorias; são serviços essenciais que nenhuma família pode dispensar ou optar por outro serviço mais barato, são serviços público e devem por isso ter gestão pública” e regista de forma positiva “o regresso da facturação às mãos do município, ao contrário da recolha de resíduos em baixa que permanece nas mãos dos privados” com as consequências em termos de custos” garantindo que vai continuar a bater-se por “serviços públicos municipais de água, saneamento e resíduos universais, acessíveis e de qualidade, recusando a privatização e aumentos que agravam as condições de vida e as desigualdades no município”.













