O núcleo da Covilhã da Iniciativa Liberal manifesta, em comunicado, a sua estranheza pelo facto de a autarquia ter ativado o plano municipal de emergência e proteção civil, mas sem ter feito “qualquer ponto de situação público” desde que a decisão foi conhecida.
A IL refere que o próprio plano “define claramente” a composição da comissão municipal de proteção civil mas “existem sérias dúvidas sobre a existência, neste momento, de todos os elementos necessários para a sua correta constituição, mesmo em versão reduzida” acrescentando que “se a comissão não pode reunir nos termos previstos, isso deve ser assumido e explicado”.
O núcleo da Covilhã acrescenta que o documento “identifica a figura do coordenador municipal como peça central da articulação operacional” sublinhando que “atualmente, não existe coordenador municipal de proteção civil em funções, uma vez que o anterior foi eleito vereador”. Uma “lacuna que não é um detalhe administrativo. É um problema estrutural numa situação de emergência”.
A Iniciativa Liberal da Covilhã acrescenta que o presidente da câmara “continua a publicar o seu habitual vídeo de resumo semanal, mas não há uma única referência ao facto de o plano municipal de emergência estar ativo há vários dias. Não existe ponto de situação, informação sobre reuniões obrigatórias entre entidades, explicação sobre a manutenção do plano ativo ou esclarecimento sobre riscos atuais ou mitigados. Quando um plano de emergência está em vigor, o silêncio institucional não é aceitável”.
O núcleo afirma que este documento “não teve qualquer atualização desde 2019, apesar dos graves incêndios que marcaram a região nos últimos anos” e prevê a apresentação de relatórios regulares, relatórios diários, um relatório final e identificação de lições aprendidas para revisão futura. Nada disto é visível para os cidadãos”.
A IL da Covilhã questiona por isso onde estão “a transparência, a comunicação clara com os covilhanenses, e o cumprimento rigoroso de um plano que o próprio município aprovou” considerando que “a proteção civil não é apenas ativar planos. É garantir liderança, coordenação, atualização e informação pública. Sem isso, não há confiança. E sem confiança, a proteção civil falha”.













