O início de 2025 traz alterações nos preços de vários bens e serviços, e a partir desta quarta-feira, há produtos que vão ficar mais caros. Rendas, transportes públicos e alimentos básicos como o pão, estão entre as principais subidas.
Com a inflação a desacelerar, o novo ano vai ser marcado por um alívio em alguns setores, mas as famílias ainda vão enfrentar desafios com subidas generalizadas de bens essenciais e serviços.
As rendas residenciais podem subir até 2,16%, correspondendo a um acréscimo de 2,16 euros por cada 100 euros de renda. Para senhorios que não atualizaram os valores nos últimos dois anos, a subida pode chegar a 11,1%, embora a aplicação do aumento não seja obrigatória.
Nos transportes públicos, o custo de bilhetes avulso para comboios e autocarros vai subir 2,02%, alinhado com a inflação. Contudo, os passes, como o Navegante na Área Metropolitana de Lisboa, mantêm os valores inalterados.
No setor alimentar, o pão vai ser mais caro, pressionado pelos custos de produção e pelo aumento do salário mínimo. O preço do leite e derivados, como queijo e manteiga, também vai continuar a subir, refletindo o impacto de despesas com energia e transporte.
Por outro lado, a eletricidade é a exceção. No mercado regulado, a redução do IVA para 6% nos primeiros 200 kWh consumidos resulta numa poupança de 0,82€ a 0,88€ mensais.
No mercado liberalizado, empresas como EDP e Galp anunciaram descidas de até 7% nas faturas.
Ainda no setor energético, o preço do gás natural e as portagens em 52 vias rodoviárias vão ter aumentos, enquanto os combustíveis permanecem, para já, estáveis, com a descida da taxa de carbono compensada pela subida no imposto sobre produtos petrolíferos.